Tratamentos Conservadores e Regenerativos

PRP no quadril: indicações, benefícios e recuperação

Entenda como o PRP no quadril alivia dor, quando indicar, como é feito e tempo de recuperação. Guia claro com riscos, resultados e cuidados.

Recebo no consultório muitas dúvidas sobre PRP no quadril. Explico que se trata de um concentrado preparado a partir do próprio sangue do paciente, com plaquetas e seus fatores de crescimento em maior quantidade.

Infiltramos esse concentrado nos pontos do quadril que precisam de cuidado para buscar três efeitos: menos dor, melhor controle da inflamação e estímulo à cicatrização dos tecidos.

A meta é recuperar a mobilidade com um procedimento pouco invasivo e retorno rápido às atividades.

O que é o PRP no quadril

PRP é a sigla para plasma rico em plaquetas. O material vem de uma pequena amostra do próprio sangue, que passa por centrifugação para concentrar as plaquetas.

Essas plaquetas liberam proteínas que sinalizam o tecido a controlar a inflamação e a iniciar o reparo.

No quadril, a aplicação pode ser direcionada para dentro da articulação, para os tendões glúteos ou para as bursas, de acordo com a necessidade de cada caso.

Quando indicar

No exercício da minha profissão como médico ortopedista especialista em quadril, considero essencial destacar que a indicação é individual. Em geral, o PRP no quadril é considerado em dor persistente apesar de fisioterapia e analgésicos e quando não há critério imediato para cirurgia.

Os cenários mais comuns incluem:

  • Artrose em estágio leve a moderado.
  • Tendinopatia de glúteo médio ou mínimo.
  • Bursite trocantérica.
  • Lesões por sobrecarga.

Como é feito o procedimento

Após a triagem clínica, realiza-se a coleta de sangue. O material passa por centrifugação, obtendo-se assim o PRP.

A aplicação no quadril é guiada por ultrassom para maior precisão.

Em infiltração intra-articular, a agulha alcança o espaço articular. Em tendões ou bursas, o alvo é o ponto inflamado. Na maior parte dos casos o paciente caminha ao sair do consultório.

O que esperar de resultados

Muitos pacientes relatam redução de dor entre algumas semanas e três meses, com melhor função nas atividades diárias.

O efeito pode durar de meses a um ano, variando por quadro clínico, número de aplicações e adesão à reabilitação.

Em artrose avançada, o PRP no quadril tem resposta limitada, já que há grande perda de cartilagem.

Benefícios e diferenciais

O PRP no quadril utiliza material autólogo, o que reduz reações. A aplicação é minimamente invasiva, com retorno rápido às rotinas leves.

Outra vantagem é a possibilidade de combinar o PRP com um plano de fisioterapia focado em força do core e estabilizadores do quadril, o que potencializa o ganho funcional.

Riscos, limites e quem não deve fazer

Podem ocorrer dor transitória no local da aplicação, inchaço leve e rigidez temporária. Infecção é rara quando há técnica asséptica.

Não se indica o PRP no quadril nos seguintes casos:

  • Infecção ativa.
  • Distúrbios graves de coagulação.
  • Uso contínuo de anticoagulantes sem possibilidade de ajuste.
  • Alergia a materiais do kit.
  • Incapacidade de seguir os cuidados propostos.

Cuidados após a aplicação

Sempre compartilho com meus pacientes a adoção de certos cuidados após a aplicação:

  1. Descanse nas primeiras 48 a 72 horas, evite corrida e impacto no início. Gelo pode ajudar no desconforto.
  2. Analgésicos simples são preferíveis. Anti-inflamatórios e corticoides costumam ser evitados nos primeiros dias para não atrapalhar a resposta inflamatória benéfica da terapia.
  3. A progressão de carga é orientada pelo profissional que acompanha o caso.

Quantas sessões são necessárias

Protocolos variam. Muitos esquemas consideram uma a três aplicações, com intervalos de semanas, sempre ajustados à resposta clínica.

Em tendinopatias, séries fracionadas podem ser úteis, já em artrose, a decisão considera idade, grau de desgaste e metas do paciente.

Reabilitação e retorno às atividades

Fortalecimento de glúteos, abdutores e rotadores externos, além de mobilidade de quadril e coluna lombar, compõem o plano de fisioterapia.

Atividades de baixo impacto, como bicicleta ergométrica e caminhada controlada, entram na fase de retorno, sempre com progressão gradual.

Para saber se você é elegível para PRP no quadril, agende uma consulta para analisar seu quadro e definir a melhor estratégia.

FAQs

PRP no quadril dói?

O desconforto é leve a moderado e temporário. A guiagem por ultrassom e a anestesia local tornam o procedimento mais tolerável.

Quanto tempo leva para sentir melhora?

Alguns notam alívio em poucas semanas. O pico de resposta pode levar até três meses, em conjunto com a fisioterapia.

PRP substitui cirurgia de quadril?

Em artrose avançada, a resposta é limitada. O PRP no quadril pode postergar procedimentos em casos selecionados, mas não substitui a prótese quando há “osso com osso”.

Posso usar anti-inflamatório após o PRP?

Em geral, evita-se anti-inflamatórios nos primeiros dias. Analgésicos simples e gelo costumam ser recomendados. Siga a orientação do seu médico.

Quem é o candidato ideal para PRP no quadril?

Pessoas com dor persistente por artrose leve a moderada, tendinopatias ou bursite, sem contraindicações, e dispostas a seguir reabilitação estruturada.

Dr. Tiago Bernardes

Formado pela Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS/DF) e residente em Ortopedia e Traumatologia no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC/UFG).

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